RECEITANDO ANTIGUIDADES
terça-feira, 29 de julho de 2014
Sopa de carne e legumes a moda antiga
Ingredientes
1/4 xícara (chá) de óleo
1 cebola pequena, cortada em cubinhos
3 talos de salsão, cortados em fatias
2 cenouras médias, cortadas em fatias
1/2 repolho médio, cortado em tirinhas
1 abobrinha média, cortada em pedaços de 2,5cm
750grs de peito ou acem, cortados em cubos de 2,5cm
6 batatas médias
1kg de tomates, sem pele e cortado em pedaços
6 xícaras (chá) de água
1/2kg de vagens, cortadas em pedaços de 3cm
1 1/2 xícara (chá) de feijão. cozido e escorrido
Sal e pimenta do reino à gosto
1/2 colher (chá) de manjericão seco
Modo de preparo
Em uma panela com capacidade para 8 litros, esquente bem o óleo em fogo alto, junte a cebola, o salsão, as cenouras, o repolho e a abobrinha.
Cozinhe até que os legumes fiquem ligeiramente dourados, mexendo frequentemente.
Retire-os com uma escumadeira e reserve-os, colocando-os em uma tigela média.
No mesmo óleo da panela, doure os cubos de carne mexendo frequentemente, até que fiquem corados.
Enquanto isso, descasque as batatas; rale 1 no ralo grosso e corte as 5 restantes em cubos de 2,5cm.
Coloque na panela, juntamente com a carne, os legumes reservados, as batatas, raladas e em cubos, os tomates, com qualquer líquido que se tenha formado, os ingredientes restantes e deixe levantar fervura.
Abaixe o fogo, tampe e cozinhe até que a carne e as batatas estejam macias.
A trilogia do azeite, vinho e pão
Na Idade média havia a uma preocupação constante por parte da Igreja em
simbolizar o quotidiano e a alimentação. Temos então, 3 alimentos que representavam para a religião cristã o símbolo perfeito da Santíssima Trindade, o pão, o vinho e o azeite.
O Pão
O mais importante elemento alimentar da Santíssima Trindade. Este é o corpo de Cristo, aquele que Jesus partilhou com os seus discípulos no Monte das Oliveiras na sua última refeição.
O pão era simplesmente feito a partir da fermentação natural da água com a farinha e à qual se vai acrescentando progressivamente mais água e mais farinha até se chegar à quantidade de massa desejada. É o denominado pão ázimo, ainda consumido hoje. Só em 1663 se inventou o fermento propriamente dito.
Na sociedade medieval, os padeiros eram considerados “gente de valor para a sociedade”. Temo o exemplo na História portuguesa de valentes padeiras a defender a pátria. Profissões como o padeiro, o moleiro e o forneiro eram profissões altamente valorizadas na sociedade medieval. Os seus instrumentos de trabalho, tais como os campos, os moinhos e os fornos eram taxados pela sua utilização e pertenciam quase sempre a um Senhor, para além dos fornos usados na produção caseira. Fazia-se pão em casa, no castelo, nas vilas, aldeias e cidades, nas tabernas e
nos mosteiros. E as técnicas variavam: Nas cinzas, no forno, numa forma de barro, envolto em folhas de couve, frito numa frigideira, assado no espeto, etc. Mas o mais comum era a bucha, uma bola achatada na base. O comprado ao padeiro ou feito no forno comunitário levava uma marca para que pudesse ser reconhecido; era benzido, nunca tocava diretamente a mesa, tendo sempre um pano a guardá-lo (referência ao pão sagrado da Bíblia) e não tinha sal por este ser caro.
O Vinho
Para entendermos o vinho temos que entender a água. A água sempre foi um objecto de desconfiança antes e durante a Idade Média, já que esta transmitia doenças, podendo inclusive causar morte se usada com frequência na higiene pessoal, por exemplo, ou na lavagem dos pratos, que para isso eram limpos com areia. Por isso, o Homem “inventou” outros meios para saciar a sua sede.Obviamente, o aumento e desenvolvimento do cultivo e uso da vinha deu-se de acordo coma as suspeições antigas sobre a água e até as crianças eram alimentadas a vinho.O vinho representa o sangue de Cristo, aquele que Ele derramou para nos salvar e portanto, a sua presença na mesa medieval não podia faltar. É o segundo elemento da Santíssima Trindade.O vinho era a bebida-rei, tal como o pão era o alimento-rei. Nenhum destes dois alguma vez faltava numa casa medieval, por mais simples que fosse. E mesmo com as invasões bárbaras, depois da queda do Império Romano, a viticultura foi mantida e até desenvolvida, principalmente pelos mosteiros; a sua tecnologia quase se manteve inalterada até ao século XIX. Haviam, já na Idade Média os mesmos gêneros que hoje em dia: Tinto, branco, rosés, maduros, verdes, etc. E nem sempre era bebido puro; podia, e maioritariamente o era, cortado com água (meados ou terçados).Noutras partes da Europa, era a cerveja e as bebidas destiladas que substituíam o
vinho, devido às condições climatéricas e, também, devido a particularidades culturais. Mas isto demonstra, mais uma vez, as facilidades de cultivo que a Península Ibérica tinha e tem.
O Azeite
O azeite é o último dos elementos da Santíssima Trindade, com qual luz se reconhece o caminho de Cristo e com o qual se unge aqueles que mais o merecem. Aliás, o nome Cristo vem do antigo grego e significa O Ungido.
O azeite existia em abundância no Sul da Europa e em venda nos países que o importavam. A sua extração dependia, do cultivo da oliveira, que é uma árvore que só subsiste em solos de clima quente, e a sua exportação implicava uma perda da sua qualidade, chegando a países mais longe que a França de maneira rançosa, incolor e excessivamente caro. Os povos do Sul tinham a assim a possibilidade de se alimentarem mais saudavelmente.Porém, o azeite era, maioritariamente, usado para a iluminação e só aqueles com mais posses o podiam comprar regularmente para uso na culinária. Era a banha a gordura mais usada na confecção dos alimentos. Esta era acessível a todos, visto ser facilmente retirada das gorduras do porco que era um animal muito criado e muito consumido e tinha a vantagem de ser menos susceptível de se estragar tão rapidamente. Por motivos financeiros, climatéricos e de acesso à produção que no Norte da Europa era a manteiga a que era mais usada, tal como a banha, deixando de fora o azeite e a sua importância simbólica.
Culinária na Época de Jesus.
Pesquisando sobre o tema e usando como base as próprias histórias da Bíblia, descobri que existia uma culinária bem típica, diversificada e bastante saudável.
* O leite era abundante e bastante consumido em natura ou na forma de queijo ou manteiga. Coalhadas eram comuns nas refeições, servidas como uma espécie de molho sobre legumes crus ou cozidos. Um queijo pastoso elaborado à base de coalhada, também era preparado para ser passado no pão, como fazemos hoje com o requeijão.
* Leguminosas como as favas e lentilhas já eram abundantes, assim como o trigo, a cevada e a espelta (uma espécie de trigo inferior e mais duro que o trigo comum).
* O pão, preparado com cereais integrais triturados em moinhos de pedra, por inúmeras vezes citado tanto no Antigo como no Novo Testamento, era o alimento mais consumido pela população da época.
* Naquela época, aves e peixes substituíam a carne vermelha que normalmente era consumida apenas em ocasiões muito especiais e servida normalmente assada.
* A Lei de Moisés permitia ainda o consumo da caça como veados, gazelas (citação em Dt 14:4-5). Também o consumo de pombos e passarinhos era muito comum, já que essas aves eram abundantes e não custavam caro no mercado. As galinhas só foram conhecidas pelos hebreus no tempo do exílio, e os ovos, utilizados como alimento, só são mencionados no Novo Testamento.
* O mel era bastante apreciado pelos israelitas e muito comum na Palestina, sendo usado puro nas refeições ou na elaboração de pratos doces, substituindo o nosso açúcar refinado.
* As frutas desempenhavam um papel importante na alimentação e na nutrição das pessoas. Uvas, tâmaras e figos eram muito apreciadas e consumidas, frescas ou secas. Também eram encontradas as romãs, os abricós, as nozes e as amêndoas.
* Os principais condimentos eram a hortelã, o cominho, a mostarda, a alcaparra, o açafrão, a canela e o sal.
Em algumas passagens bíblicas, existe a descrição de que operários matavam a sede molhando pão em vinagre, tomado como água. Talvez por isso, como um gesto de misericórdia, soldados tenham oferecido vinagre a Jesus.
Uma sugestão camponesa Pancotto e Spinaci culinária italiana que é feita da mesma maneira há milhares de anos.
Receita:
Ingredientes
- 1 maço de espinafre
- 500 g de pão firme amanhecido
- 300 g de bacon
- 5 dentes de alho
- 100 g parmesão ralado grosso
- Azeite e sal
Modo de Preparar
Comece refogando em duas colheres de azeite, o bacon cortado em cubinhos. Quando já tiver perdido a gordura e estiver começando a dourar, acrescente os dentes de alho grosseiramente picados.
Quase que imediatamente, some as folhas de espinafre (já devidamente higienizadas). Deixe que murchem abafando com uma tampa por três minutos.
Tire do fogo e junte os pequenos cubos de pão amanhecido, mexendo bem para que beba todo o líquido da panela. Finalize com o parmesão ralado.
Assinar:
Comentários (Atom)



