terça-feira, 29 de julho de 2014

Sopa de carne e legumes a moda antiga Ingredientes 1/4 xícara (chá) de óleo 1 cebola pequena, cortada em cubinhos 3 talos de salsão, cortados em fatias 2 cenouras médias, cortadas em fatias 1/2 repolho médio, cortado em tirinhas 1 abobrinha média, cortada em pedaços de 2,5cm 750grs de peito ou acem, cortados em cubos de 2,5cm 6 batatas médias 1kg de tomates, sem pele e cortado em pedaços 6 xícaras (chá) de água 1/2kg de vagens, cortadas em pedaços de 3cm 1 1/2 xícara (chá) de feijão. cozido e escorrido Sal e pimenta do reino à gosto 1/2 colher (chá) de manjericão seco Modo de preparo Em uma panela com capacidade para 8 litros, esquente bem o óleo em fogo alto, junte a cebola, o salsão, as cenouras, o repolho e a abobrinha. Cozinhe até que os legumes fiquem ligeiramente dourados, mexendo frequentemente. Retire-os com uma escumadeira e reserve-os, colocando-os em uma tigela média. No mesmo óleo da panela, doure os cubos de carne mexendo frequentemente, até que fiquem corados. Enquanto isso, descasque as batatas; rale 1 no ralo grosso e corte as 5 restantes em cubos de 2,5cm. Coloque na panela, juntamente com a carne, os legumes reservados, as batatas, raladas e em cubos, os tomates, com qualquer líquido que se tenha formado, os ingredientes restantes e deixe levantar fervura. Abaixe o fogo, tampe e cozinhe até que a carne e as batatas estejam macias.
A trilogia do azeite, vinho e pão Na Idade média havia a uma preocupação constante por parte da Igreja em simbolizar o quotidiano e a alimentação. Temos então, 3 alimentos que representavam para a religião cristã o símbolo perfeito da Santíssima Trindade, o pão, o vinho e o azeite. O Pão O mais importante elemento alimentar da Santíssima Trindade. Este é o corpo de Cristo, aquele que Jesus partilhou com os seus discípulos no Monte das Oliveiras na sua última refeição. O pão era simplesmente feito a partir da fermentação natural da água com a farinha e à qual se vai acrescentando progressivamente mais água e mais farinha até se chegar à quantidade de massa desejada. É o denominado pão ázimo, ainda consumido hoje. Só em 1663 se inventou o fermento propriamente dito. Na sociedade medieval, os padeiros eram considerados “gente de valor para a sociedade”. Temo o exemplo na História portuguesa de valentes padeiras a defender a pátria. Profissões como o padeiro, o moleiro e o forneiro eram profissões altamente valorizadas na sociedade medieval. Os seus instrumentos de trabalho, tais como os campos, os moinhos e os fornos eram taxados pela sua utilização e pertenciam quase sempre a um Senhor, para além dos fornos usados na produção caseira. Fazia-se pão em casa, no castelo, nas vilas, aldeias e cidades, nas tabernas e nos mosteiros. E as técnicas variavam: Nas cinzas, no forno, numa forma de barro, envolto em folhas de couve, frito numa frigideira, assado no espeto, etc. Mas o mais comum era a bucha, uma bola achatada na base. O comprado ao padeiro ou feito no forno comunitário levava uma marca para que pudesse ser reconhecido; era benzido, nunca tocava diretamente a mesa, tendo sempre um pano a guardá-lo (referência ao pão sagrado da Bíblia) e não tinha sal por este ser caro. O Vinho Para entendermos o vinho temos que entender a água. A água sempre foi um objecto de desconfiança antes e durante a Idade Média, já que esta transmitia doenças, podendo inclusive causar morte se usada com frequência na higiene pessoal, por exemplo, ou na lavagem dos pratos, que para isso eram limpos com areia. Por isso, o Homem “inventou” outros meios para saciar a sua sede.Obviamente, o aumento e desenvolvimento do cultivo e uso da vinha deu-se de acordo coma as suspeições antigas sobre a água e até as crianças eram alimentadas a vinho.O vinho representa o sangue de Cristo, aquele que Ele derramou para nos salvar e portanto, a sua presença na mesa medieval não podia faltar. É o segundo elemento da Santíssima Trindade.O vinho era a bebida-rei, tal como o pão era o alimento-rei. Nenhum destes dois alguma vez faltava numa casa medieval, por mais simples que fosse. E mesmo com as invasões bárbaras, depois da queda do Império Romano, a viticultura foi mantida e até desenvolvida, principalmente pelos mosteiros; a sua tecnologia quase se manteve inalterada até ao século XIX. Haviam, já na Idade Média os mesmos gêneros que hoje em dia: Tinto, branco, rosés, maduros, verdes, etc. E nem sempre era bebido puro; podia, e maioritariamente o era, cortado com água (meados ou terçados).Noutras partes da Europa, era a cerveja e as bebidas destiladas que substituíam o vinho, devido às condições climatéricas e, também, devido a particularidades culturais. Mas isto demonstra, mais uma vez, as facilidades de cultivo que a Península Ibérica tinha e tem. O Azeite O azeite é o último dos elementos da Santíssima Trindade, com qual luz se reconhece o caminho de Cristo e com o qual se unge aqueles que mais o merecem. Aliás, o nome Cristo vem do antigo grego e significa O Ungido. O azeite existia em abundância no Sul da Europa e em venda nos países que o importavam. A sua extração dependia, do cultivo da oliveira, que é uma árvore que só subsiste em solos de clima quente, e a sua exportação implicava uma perda da sua qualidade, chegando a países mais longe que a França de maneira rançosa, incolor e excessivamente caro. Os povos do Sul tinham a assim a possibilidade de se alimentarem mais saudavelmente.Porém, o azeite era, maioritariamente, usado para a iluminação e só aqueles com mais posses o podiam comprar regularmente para uso na culinária. Era a banha a gordura mais usada na confecção dos alimentos. Esta era acessível a todos, visto ser facilmente retirada das gorduras do porco que era um animal muito criado e muito consumido e tinha a vantagem de ser menos susceptível de se estragar tão rapidamente. Por motivos financeiros, climatéricos e de acesso à produção que no Norte da Europa era a manteiga a que era mais usada, tal como a banha, deixando de fora o azeite e a sua importância simbólica.
Culinária na Época de Jesus. Pesquisando sobre o tema e usando como base as próprias histórias da Bíblia, descobri que existia uma culinária bem típica, diversificada e bastante saudável. * O leite era abundante e bastante consumido em natura ou na forma de queijo ou manteiga. Coalhadas eram comuns nas refeições, servidas como uma espécie de molho sobre legumes crus ou cozidos. Um queijo pastoso elaborado à base de coalhada, também era preparado para ser passado no pão, como fazemos hoje com o requeijão. * Leguminosas como as favas e lentilhas já eram abundantes, assim como o trigo, a cevada e a espelta (uma espécie de trigo inferior e mais duro que o trigo comum). * O pão, preparado com cereais integrais triturados em moinhos de pedra, por inúmeras vezes citado tanto no Antigo como no Novo Testamento, era o alimento mais consumido pela população da época. * Naquela época, aves e peixes substituíam a carne vermelha que normalmente era consumida apenas em ocasiões muito especiais e servida normalmente assada. * A Lei de Moisés permitia ainda o consumo da caça como veados, gazelas (citação em Dt 14:4-5). Também o consumo de pombos e passarinhos era muito comum, já que essas aves eram abundantes e não custavam caro no mercado. As galinhas só foram conhecidas pelos hebreus no tempo do exílio, e os ovos, utilizados como alimento, só são mencionados no Novo Testamento. * O mel era bastante apreciado pelos israelitas e muito comum na Palestina, sendo usado puro nas refeições ou na elaboração de pratos doces, substituindo o nosso açúcar refinado. * As frutas desempenhavam um papel importante na alimentação e na nutrição das pessoas. Uvas, tâmaras e figos eram muito apreciadas e consumidas, frescas ou secas. Também eram encontradas as romãs, os abricós, as nozes e as amêndoas. * Os principais condimentos eram a hortelã, o cominho, a mostarda, a alcaparra, o açafrão, a canela e o sal. Em algumas passagens bíblicas, existe a descrição de que operários matavam a sede molhando pão em vinagre, tomado como água. Talvez por isso, como um gesto de misericórdia, soldados tenham oferecido vinagre a Jesus. Uma sugestão camponesa Pancotto e Spinaci culinária italiana que é feita da mesma maneira há milhares de anos. Receita: Ingredientes - 1 maço de espinafre - 500 g de pão firme amanhecido - 300 g de bacon - 5 dentes de alho - 100 g parmesão ralado grosso - Azeite e sal Modo de Preparar Comece refogando em duas colheres de azeite, o bacon cortado em cubinhos. Quando já tiver perdido a gordura e estiver começando a dourar, acrescente os dentes de alho grosseiramente picados. Quase que imediatamente, some as folhas de espinafre (já devidamente higienizadas). Deixe que murchem abafando com uma tampa por três minutos. Tire do fogo e junte os pequenos cubos de pão amanhecido, mexendo bem para que beba todo o líquido da panela. Finalize com o parmesão ralado.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Cuscuz Ingredientes 1/2 peito de frango cozido e desfiado (pode ser o de pacotinho já pronto) 3 ovos cozidos e fatiados em rodelas 2 tomates fatiados em rodelas 1 tomate picadinho 1 lata de milho escorrida 1 lata de ervilhas 3 xícaras de farinha de milho (em flocos) 1 xícara de farinha de mandioca (farinha de mesa) 1 litro e 1/2 de água fervente 2 cubos de caldos de galinha 1/2 xícara de cenoura picada e cozida no vapor 3 colheres de sopa de extrato de tomate Sal a gosto Pimenta do reino ou síria a gosto Azeite a gosto Cebola e alho picadinho a gosto Modo de preparo: Primeiramente você deve untar com azeite uma forma de furo no meio, e colocar a decoração que preferir. Use sempre ovos cozidos, tomates em rodelas e ervilhas. Em uma panela grande, refogue no azeite, a cebola e o alho. Adicione o frango já cozido e desfiado. Deixe fritar um pouco até ficar dourado. Coloque os dois caldos de galinha, a cenoura já previamente cozida no vapor, o tomate picado, a ervilha, o milho, o extrato de tomate, a pimenta, acerte o sal e adicione a água fervente (um litro e meio). Retire a panela do fogo e nesta etapa, misture as farinhas, de milho flocada e a de mandioca. Adicione a farinha aos poucos mexendo bem até incorporar, para não correr o risco de embolotar. Só então, após bem misturada, retorne a panela ao fogo e deixe cozinhando por uns 4 minutos (ela vai formar bolhas grandes que explodem como um vulcão, e você deve tomar cuidado para não se queimar). Depois de cozida, despeje aos poucos e de forma uniforme, a massa na forma previamente preparada, comprimindo um pouco com uma colher ao final. Espere amornar para desenformar e se quiser, regue com azeite. Está pronto e é um prato barato, muito bonito, além de saboroso.
Culinária africana e afro-brasileira Elementos tradicionais da comida africana Há diferenças significativas nas técnicas culinárias e nos hábitos de comer e beber do continente entre as regiões norte, leste, oeste, sul e central. Porém, em quase todas as culturas africanas, a culinária usa uma combinação de frutas disponíveis localmente, grãos, vegetais, leite e carne. Em algumas partes da África, a comida tradicional tem predominância de leite, coalhada e soro de leite. Entretanto, em boa parte da África tropical, o leite de vaca é raro. Vegetais na culinária africana Vegetais ocupam um papel importante na culinária africana, sendo a principal fonte de vitaminas e fazendo parte de vários pratos constituídos de milho, mandioca, inhame e feijão. Esses vegetais também fornecem fonte secundária de proteínas. Em geral, folhas verdes e hastes jovens são coletadas, lavadas, cortadas e preparadas no vapor ou fervidas em combinação com especiarias e outros vegetais como cebola e tomate. A maioria dos vegetais mais importantes na comida africana tem origem fora da África. Milho, feijão, mandioca e abóbora são originários das Américas e foram introduzidos na África pelos europeus no século 16. A maior parte do vegetais verdes africanos são resistentes à seca. A comida africana tradicional provê uma dieta variada geralmente rica em vitaminas e sais minerais, incluindo vitamina A, ferro e cálcio. Comida afro-brasileira. Por volta do século 16 a alimentação cotidiana na África, que foi incorporada à comida brasileira pelos escravos, incluía arroz, feijão, sorgo, milho e cuscuz. A carne era predominantes de caça (antílopes, gazelas, búfalos e aves). Os alimentos eram preparados assados, tostados ou cozidos. Como tempero utilizava-se pimentas e óleos vegetais como o azeite-de-dendê. A alimentação dos escravos nas propriedades ricas incluía canjica, feijão-preto, toucinho, carne-seca, laranjas, bananas, farinha de mandioca e o que conseguisse pescar e caçar; e nas pobres era de farinha, laranja e banana. Os temperos utilizados na comida eram o açafrão, o óleo de dendê e o leite de coco. O cuscuz já era conhecido na África antes da chegada dos portugueses ao Brasil, e tem origem no norte da África, entre os berberes. No Brasil, o cuscuz é consumido doce, feito com leite e leite de coco, a não ser o cuscuz paulista, consumido com ovos cozidos, cebola, alho, cheiro-verde e outros legumes. O leite de coco é usado para regar peixes, mariscos, arroz-de-coco, cuscuz, mungunzá e outras iguarias. Comiam o milho sempre cozido, em forma de papa, angu ou fervido com leite de vaca, em preparo parecido ao atual mungunzá. O escravo dos engenhos de açúcar se alimentava de mel com farinha e bebia caldo de cana, cachaça, mel com água, sucos e café. A banana foi herança escravista. Nenhuma fruta teve popularidade tão grande Foi a maior contribuição africana para a alimentação do Brasil, em quantidade, distribuição e consumo. Em troca, levaram mandioca, caju, abacaxis, mamão, abacate, batatas, cajá, goiaba e araçá. Prato apreciado no país atualmente, o cuscuz era conhecido em Portugal e na África antes da colonização do Brasil. Surgiu no norte da África, entre os berberes. Podia ser feito de arroz, sorgo, milhetos ou farinha de trigo e com a chegada do milho da América passou a ser feito principalmente deste. Comumente, é consumido doce, feito com leite ou leite de coco, a não ser o cuscuz paulista, consumido com ovos cozidos, cebola, alho, cheiro-verde e outros legumes. Os africanos trouxeram ao Brasil o gosto por novos temperos e a habilidade de improvisar receitas, misturando ingredientes europeus e indígenas. A cozinha africana privilegia os cozidos e não as frituras. O caldo é um item importante, proveniente do alimento cozido ou simplesmente preparado com água e sal. No Brasil, esta pratica popularizou o pirão. A África doou ao Brasil à manga, a jaca, a melancia, a erva-doce, o gengibre, o feijão preto, o quiabo, a galinha d’Angola, a pimenta malagueta (lugar de origem da mesma), ensinou a fazer vatapá, mungunzá, acarajé, angu e pamonha. Contribuiu com a difusão do inhame, da cana – de – açúcar, do amendoim, do fumo, do cacau, do café e do azeite-de-dendê. E também introduziu a feijoada, que surgiu nas senzalas, feitas pelos escravos que cozinhavam o feijão e aproveitavam os restos de porco jogados fora pelos seus senhores. As extensas plantações de açúcar, o ciclo do ouro e dos diamantes e o surto cafeeiro fizeram com que grande parte da população negra se deslocasse em direção a Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo, respectivamente. Mas nessas regiões, a culinária africana não conseguiu se impor com a mesma força que na Bahia, onde se conservou sua cor e sabor até hoje. A cozinha africana, pequena, mas forte, fez valer os seus temperos, os verdes, a sua maneira de cozinhar. Modificou os pratos portugueses, substituindo ingredientes. Fez a mesma coisa com os pratos da terra. E finalmente, ajudou a criar a cozinha brasileira e a usar as panelas de barro e a colher de pau.
Receita de Garum Roma antiga
Durante a roma antiga a gastronomia consistia somente em vegetais e frutas. Os romanos gostavam de alho, cebola, nabo, figo, romãs, laranjas, peras, maçãs e uvas. O prato típico era mingau de água com cevada. Uma versão mais sofisticada levava vinho e miolos de animais. Somente ricos comiam carne, geralmente de carneiro, burro, porco, ganso, pato ou pombo. Alimentavam os porcos com figos para que sua carne ficasse perfumada e criavam os gansos de maneira especial para com eles preparar patês. Faziam o mesmo com os frangos, alimentando-os com anis e outras especiarias. As fontes para o conhecimento da culinária romana incluem os textos de autores como Énio, Plauto, Horácio, Virgílio, Pérsio, Petrónio e Plínio, o Jovem. No campo das fontes escritas encontram-se ainda textos de carácter técnico como a obra De re rustica de Varão, a De agricultura de Catão, os textos de Columela, para além da compilação de receitas De re coquinaria de Apício. Fontes A arte fornece igualmente dados que são expressos através dos mosaicos, afrescos, pinturas e na cerâmica. Registe-se ainda as informações arqueológicas presentes em restos de alimentos encontrados em túmulos, em acampamentos militares ou no estômago de múmias. Refeições Ientaculum Os Romanos realizavam a primeira refeição do dia - o ientaculum - pouco tempo depois de se levantarem. Esta refeição era composta por pão, queijo, ovos e leite. O pão poderia ser embebido em vinho aquecido ou então regado com azeite e esfregado em alho. Quanto ao leite, o mais consumido era o de cabra ou de ovelha. Durante a era do Império e por influência de alguns médicos, propagou-se o hábito de apenas tomar água de manhã. Prandium Por volta do meio-dia tomava-se, geralmente em pé (sine mesa), o prandium. Poderia incluir restos da comida do dia anterior, carnes frias, frutas e queijo. Como bebida poderia tomar-se o mulsum (uma mistura de vinho com mel). Cena A cena era a principal refeição do dia e iniciava-se à décima hora, o que corresponde às quatro horas da tarde (os Romanos contavam as horas a partir do nascimento do sol), prolongando-se até de noite. A cena dividia-se em três partes: gustatio (ou gustus ou promulsio), prima mensa e secunda mensa. O gustatio era composto por uma série de aperitivos: comiam-se cogumelos, saladas, rábanos, couve, ovos e ostras. Para beber, tomava-se o mulsum (daí esta parte da cena ser também chamada promulsio), que servia para abrir o apetite e ao qual se atribuía a capacidade de prolongar a vida. A prima mensa era composta por vegetais e carnes e a secunda mensa consistia na sobremesa, na qual se serviam frutas ou bolos. Alimentos Com excepção dos alimentos do continente americano (tomate, milho, chocolate...), os Romanos empregavam na sua alimentação os mesmos alimentos que se usam hoje em dia. Puls A puls, uma papa de cereais, era o alimento base dos antigos Romanos. Os cereais utilizados para elaborar a puls eram o trigo ou a espelta, que era torrados, moídos e cozidos, primeiro em água e depois em leite. Existiam algumas variantes da puls: a puls fabata (feita como favas) e a puls punica (que continha queijo, mel e uma gema de ovo). Pão Na Roma Antiga produzia-se uma extensa variedade de pães. Fabricar o pão era de início uma tarefa feminina, até que a partir do século III a.C. surgem os padeiros (pistores) que vendem o pão nas padarias (pistrinae). Existiam basicamente três qualidades de pão, o panis mundus, o panis secundarius e o panis sordidus. O panis mundus era o pão de primeira qualidade, enquanto que o panis secundarius era um pão feito com farinha de segunda, possuindo mais farelo; este último tipo de pão teria sido o favorito do imperador Augusto. Quanto ao panis sordidus era o pão de mais baixa qualidade, consumido pelos pobres. Com o propósito de melhorarem o sabor do pão já cozido, os Romanos cobriam a côdea com ovo e salpicavam-no com sementes de plantas aromáticas (funcho, anis, dormideira). O pão era acompanhado por figos (frescos ou secos), que não se comiam separados. Carne e peixe Consumia-se praticamente todos os tipos de carne animal: porco, javali (aper), lebre (lepus), coelho (cuniculus), galinha e borrego. Um petisco particularmente apreciado eram as línguas de rouxinol e flamingo. A carne bovina era pouco consumida por diversos motivos, entre os quais os religiosos: aquele que matasse um bovino sujeitava-se a ser castigado com a morte ou o exílio. Para além disso, os bovinos eram vistos mais como animais de tracção do que de consumo. No que diz respeito ao peixe, conheciam-se aproximadamente 150 espécies comestíveis. Também se consumiam moluscos e mariscos. Garum O garum ou liquamen era uma espécie de molho obtido a partir da maceração pelo sol (durante cerca de dois meses) do intestino de peixes, de preferência atum e cavala. Era usado em praticamente todos os pratos, inclusive nos doces. O garum mais famoso era o fabricado em Cádis, localidade hoje situada na Espanha. No território que viria a ser Portugal, também se fabricou garum, nomeadamente em Tróia. Também na Crimeia se produzia o garum. O garum encontra-se amplamente referido nas fontes literárias, segundo as quais teria um cheiro desagradável. Considerava-se que o melhor tinha um cor semelhante ao do vinho de Falernum. Este produto não possui qualquer equivalente na moderna cozinha europeia. Julga-se que os molhos de peixe da culinária do Vietname e do sudeste asiático possam ser aquilo que mais se assemelha ao antigo garum. Condimentos A culinária da Roma Antiga fazia um uso generoso dos condimentos. Os principais condimentos utilizados na preparação das refeições eram a pimenta, os cominhos, óregãos, salsa e até mesmo o mel. Vinhos e outras bebidas O vinho (uinum) acompanhava os pratos e era bebido diluído com água do mar ou água morna. Para que os vinhos se conservassem era necessário que fossem misturados com resina, pelo que depois tinham que ser filtrados no sacculus linteus (um tecido de linho) ou no colum uinarum (um utensílio de metal perfurado com pequenos orifícios). Em ambos os casos colocava-se gelo ou neve no fundo, que tinha como função purificar e refrescar o vinho. Para além dos vinhos gregos, apreciavam-se os vinhos produzidos na Península Itálica, como o vinho de Falernum (da Campânia) e o Caecubum (do Lácio). Outras bebidas consumidas pelos Romanos eram a posca (feita com água e vinagre, sendo muito consumida pelos pobres e pelos soldados), zythum (uma cerveja de cevada ou trigo), o hydromeli, camum (bebida fermentada de cevada) e cydoneum (bebida feita com marmelo).
Culinária Romana Amplamente conhecida por suas massas, risotos, vinhos e azeitonas, a cozinha italiana é uma parte fundamental da dieta mediterrânica. Mas será que os italianos sempre comeram massa? Que tipo de refeições deliciosas desfrutava o povo de Roma Antiga? A cozinha italiana começou com poucas receitas simples que foram fortemente influenciadas pela cultura grega. No entanto, enquanto o império romano se expandia, a variedade de pratos começou a aumentar, mudando radicalmente com a distância geográfica e econômica. Nos primeiros estágios do império, os romanos comiam três vezes ao dia devido ao constante trabalho manual. O povo tomava o café da manhã, um almoço pequeno antes do meio-dia, e um jantar, chamado cena, à noite. No entanto, com o passo do tempo e a mudança da paisagem cultural por causa das nações estrangeiras, introduz-se uma refeição ligeira à noite que foi chamada "segundo café da manhã”. Os principais ingredientes nos lares romanos comuns incluíam pães redondos feitos de Emmer, um cereal da mesma família do trigo. As classes mais altas desfrutavam de queijo, ovos, leite, frutas e mel. Finalmente, os romanos conheceram o pão que geralmente acompanhavam com azeitonas e vinho. Os romanos mais ricos podiam desfrutar da carne de porco, cordeiro, aves e diferentes variedades de peixes. Quando o Império Romano evoluiu, se incluíram ingredientes como o tremoço, o grão de bico e os feijões, virando rapidamente os favoritos dos gladiadores. As classes mais altas também comiam feijão, mas seu gosto requintado só lhes permitia desfrutar das lentilhas egípcias, um prato exótico conhecido por seu sabor rico e valor nutricional. Os legumes eram consumidos frequentemente no início da refeição. Os brócolis, aspargos, cenouras, azeitonas, beterrabas, alface, pepinos e cebolas eram uma parte essencial da cozinha romana até o século X. Surpreendentemente, os tomates não se comiam naquele tempo. Esse famoso ingrediente na culinária moderna da Itália só chegaria ao país no século XVIII!
Olá Meus amigos. O RECEITANDO é um presente para você que aprecia culinária antiga.
Risoto de shitake e vinho tinto ao pesto Para o risoto, você vai precisar de (Serve 5 porções) - 5 xíc. (café) cheias de arroz arbóreo (a medida do risoto é 1 xícara de café de arroz por pessoa) - 1/2 cebola média picada em cubos - 1 tomate grande e maduro picado em cubos e sem sementes - 12 cogumelos shitake frescos de tamanho médio fatiados grosseiramente - 1 taça de vinho tinto - 1 xíc. (chá) de queijo parmesão de boa qualidade ralado - 2 tabletes de caldo de legumes dissolvidos em 600 ml de água fervente - 1 fio de azeite extra virgem Preparo do risoto: Aqueça o azeite e refogue a cebola. Quando ela estiver tenra, abaixe o fogo e adicione o arroz. Mexa um pouco e adicione o vinho tinto. Quando a bebida for quase toda absorvida pelos grãos, adicione a primeira concha do caldo de legumes. Não pare de mexer. Acrescente o tomate e mais uma concha do caldo. Vá despejando caldo até que o arroz esteja cozido, mas com uma consistência al dente. Junte o shitake, mexendo sempre. Ao final, desligue o fogo, adicione o parmesão, misture e deixe descansar por 2 minutinhos. Sirva quente e regado com o molho pesto, que dou a receita a seguir. Para o molho pesto, você vai precisar de: (Rende um copo americano cheio) - 1 maço de manjericão fresco - 150 ml de azeite extra virgem - 3 dentes de alho grandes - Sal e pimenta do reino à gosto - 6 castanhas-do-pará Preparo do pesto O preparo do pesto é muito simples e o que sobrar pode ser conservado na geladeira em um vidro fechado. Desta vez, não incluí queijo parmesão, já que esse ingrediente também está no risoto. Mas a receita original de molho pesto leva queijo, ok? Outra coisa, é mais comum usar pinoli ou nozes, mas você também pode usar outras castanhas, como a do pára, amêndoas e até castanha de caju. Então, vamos lá! Bata o azeite, as folhas de manjericão, os dentes de alho, o sal e a pimenta do reino no liquidificador. Depois, triture bem as castanhas e misture ao molho. Está pronto! Fácil, né? Bom apetite!
Ratatouille Essa receita francesa fez sucesso e ficou mais conhecida pelo mundo depois do filme da disney, as vezes faço essa receita aqui em casa é super saudável e gostoso. Vamos a receita rende umas 6 porções bem generosas: Ingredientes: 4 berinjelas 4 abobrinhas 1 pimentão verde 1 pimentão amarelo 1 pimentão vermelho 5 tomates 2 cebolas 3 dentes de alho 2 ramos de manjericão fresco 1 folha de louro 1 ramo de tomilho 4 colheres de sopa de azeite sal e pimenta à gosto Modo de preparo: Corte a berinjela em cubos e deixe de molho por 30 minutos em água e sal para tirar o amargo, corte os restantes dos ingredientes em cubos para ficar bonito e proporcional. Em uma panela coloque o azeite e refogue o alho, a cebola até murchar um pouco em seguida coloque a berinjela e a abobrinha e mexer sempre com cuidado em fogo médio por 15 minutos em seguida coloque o tomate o sal, pimenta, louro, tomilho e cozinhar por mais 20 à 30 minutos depois de cozido espalhe o manjericão e sirva quente ou frio e bom apetite.

RECEITA antiga

BRIGADEIRO A palavra "brigadeiro", com o sentido básico de "oficial comandante de uma brigada", ao que tudo indica tem datação abonada no Houaiss para início do século 18. A palavra "brigada", da qual se deriva, é de meados do século 17. E, de fato, ambas são mais antigas na língua de que se extraem os étimos das palavras portuguesas: o francês aponta para 1640 a primeira ocorrência de brigadier e para cerca de 1360 a palavra brigade. O italiano também tomou por empréstimo do francês a palavra brigadière (abonada em 1674), embora brigata seja o étimo da francesa brigade e aparece, no italiano, com o sentido de "grupo de amigos" já no século 13 (com o sentido bélico, apenas no século seguinte). Ingredientes: 2 latas de leite condensado 1 lata de leite de vaca 2 colheres de açúcar 6 colheres de sopa de Nescau (ou 5 colheres rasas de chocolate em pó Frades) 2 colheres de sopa de mel 2 colheres de sopa de manteiga 1 colherinha de bicarbonato Fazer em panela funda (tipo panela de pressão, sem a tampa), porque espuma muito. Levar ao fogo, mexendo sempre para não encaroçar, em fogo baixo. É um jogo de paciência, vai secando devagarinho e que no final vai valer à pena. Quando estiver soltando do fundo da panela, retirar do fogo. Esfriar, enrolar bolinhas e passar no chocolate granulado (gasta-se umas 200 grs.).
Bolo Preguiçoso de Laranja Década de 1920 a 1950 3 ovos extra 1 xícara de óleo de milho ou girassol raspas da casca de uma laranja 2 laranjas sem casca e sem sementes, cortada em pedaços 300g (1 e 1/2 xícara) de açúcar refinado 325g (2 e 1/2 xícara) de farinha de trigo 1 colher de sopa de fermento em pó Calda: 200g (1 xícara) de açúcar de confeiteiro 2 colheres de sopa de suco de laranja raspas de laranja (opcional) Unte e polvilhe com farinha de trigo uma forma de buraco no meio (25cm de diâmetro) ou retangular de 20X30cm. Aqueça o forno a 180 graus. Numa tigela grande misture a farinha de trigo e o fermento. Reserve. Bata no liquidificador os ovos, óleo, raspas, laranjas e o açúcar até virar um creme liso. Passe essa mistura para a tigela com a farinha de trigo e misture muito bem com um fouet ou espátula, até ficar homogêneo. Passe para a forma preparada e asse por mais ou menos 40 minutos, ou até passar no teste do palito (na forma de furo no meio demora mais). Desenforme morno. Prepare a calda misturando todos os ingredientes numa tigela média e coloque sobre o bolo ainda morno. Se ficar muito grossa coloque mais suco, se ficar muito liquida coloque mais açúcar. Sirva frio.
Pão de ló Década de 1920 a 1950 Ingredientes: 150g farinha de trigo 150g açúcar 5 ovos Modo de preparo: Bata bem o açúcar com os ovos, até triplicar de volume. Acrescente o trigo aos poucos, incorpore cuidadosamente de baixo pra cima. Depois coloque nas formas untadas com margarina e papel manteiga. Coloque em forno pré-aquecido, faça o teste do palito ou então quando estiver bem dourado, retire do forno.